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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

“Remédio para TDAH ajuda crianças ou escolas?”


                      Heloisa Villela. Foto: Vanessa Gasquez


Heloisa Villela, jornalista, correspondente internacional e mãe de um garoto diagnosticado TDAH, foi convidada a participar do II Seminário Internacional “A Educação Medicalizada: Dislexia, TDAH e outros supostos transtornos” para falar sobre sua história pessoal e os motivos que a levaram a pesquisar e escrever sobre o TDAH.

Começou a fala com uma pergunta: - Remédio para TDAH ajuda crianças ou escolas? Logo depois, contou  como foi ter ouvido dos educadores que seu filho apresentava “algo de errado” e que por isso era preciso buscar ajuda médica. Relatou ainda como foi a “via-crúcis”:  ouviu vários especialistas nos EUA e Brasil e como alguns deles recomendaram o uso do metilfenidato, decidiu pesquisar mais sobre o tal  remédio e como é feito o diagnóstico, elaborado, normalmente, via DSM-IV (Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais). 

“Consegui uma entrevista com o Psiquiatra e professor Emeritus da Unversidade Duke, Dr. Allen Francês, que presidiu a força-tarefa que elaborou o DSM-IV.  Está bastante preocupado com os rumos que vem tomando a elaboração do DSM-V. Se antes, era possível diagnosticar o TDAH com apenas 6 dos 10 sintomas previstos pelo DSM-IV, agora com o V, ficará muito mais fácil porque pretendem baixar para apenas 3 sintomas”, afirmou.

Na entrevista, publicada pelo site Viomundo, o Dr. Francês afirma achar que existe um aumento surpreendente e alarmante do número de diagnósticos de TDAH e se segue a isso o excesso de prescrições de estimulantes. “Parte disso tem a ver com mudanças feitas no DSM-V mas é, principalmente, consequência da campanha de marketing agressiva da indústria farmacêutica, que começou três anos depois da publicação do DSM-V. E foi incentivada por dois motivos: trazer para o mercado novas drogas que ainda estavam sob patente e por isso mesmo poderiam ser vendidas por um preço alto. Em segundo lugar, nos Estados Unidos houve uma mudança na regulamentação que permitiu à indústria farmacêutica fazer propaganda direta ao consumidor, permitindo a eles colocar anúncios na TV, divulgar informação na internet, atingir pais, crianças, professores e médicos, especialmente clínicos gerais que foram encorajados a ver TDAH em comportamentos que antes não eram considerados parte do TDAH. Isso incentivou diagnósticos fáceis e um grande aumento no número de prescrições. O DSM-V promete piorar isso tudo ainda mais”, afirmou.

Por mudanças,
abaixo-assinado!

De acordo ainda com a entrevista, o Dr. Francês afirmou existir um abaixo-assinado circulando e que cerca de 5.000 profissionais da área de saúde mental já o assinaram logo na primeira semana. Na opinião dele, se esse abaixo-assinado decolar e centenas de milhares de pessoas o assinarem, acredita que o DSM-V vai ter que tomar conhecimento.


Mais informações...............

A jornalista também escreveu um artigo no site Viomundo onde fala sobre o livro “Anatomia de uma epidemia” (tradução literal para o português já que ainda não existe versão na nossa língua), do escritor Robert Whitaker, ganhador de prêmios na área de jornalismo científico.

Parte do artigo diz o seguinte: ..... Estamos falando em medicar e alterar, talvez para sempre, a química do cérebro de crianças de 6, 7 ou 8 anos de idade. E pior, sem saber exatamente o que está sendo alterado! Os mesmos psiquiatras, que receitam os remédios, não sabem dizer quais serão as consequências na vida daquele paciente mirim, dentro de 12, 15 ou 20 anos. Mas ressaltam que tudo é uma questão de custo/benefício. “Não é melhor a criança conseguir se concentrar para assistir aula e fazer os deveres?”, costumam perguntar. Uma amiga minha ouviu o seguinte: “Você não quer que o ambiente, na sua casa, se torne mais tranquilo?” Mãe de quatro filhos, o mais velho com 9 anos, ela garantiu que não. Se estivesse procurando sossego, não teria uma prole tão vasta.

Se os psiquiatras não sabem dizer o que vai acontecer com as crianças medicadas, as estatísticas já dão motivo de sobra para preocupação. Os estimulantes  usados para tratar a TDAH (ritalina e seus derivados) provocam uma montanha-russa diária nos sentimentos da criança. Ela sente o coração apressado pela manhã, depois de tomar o remédio. Algo estranho se passando por dentro do corpo, que deixa a criança quieta, calada e atenta. No fim do dia, normalmente, existe uma explosão de raiva, choro. É como diz o Whitaker: “Toda criança, sob o efeito de estimulantes, se torna um pouco bipolar”.

O doutor Joseph Biederman e a equipe do Massachussetts General Hospital mostraram, em 1996, que 11% das crianças diagnosticadas com TDHA, quatro anos depois foram diagnosticadas com bipolaridade, doença que não fazia parte do quadro inicial. Em 2003, o psiquiatra Rif ElMallakh, da Universidade de Louisville, costatou que 62% dos pacientes jovens com bipolaridade já haviam sido tratados com estimulantes e antidepressivos antes de apresentarem bipolaridade. E Gianni Faedda descobriu que 84% das crianças tratadas com bipolaridade na Luci Bini Mood Disorders Clinic, de Nova York, entre 1998 e 2000, já tinham sido expostas a remédios psiquiátricos......

E, termina concluindo: .....duvido que professores e diretores das escolas americanas, que descrevem os estimulantes como algo simples e necessário tal qual os óculos para os míopes, tenham alguma noção a respeito das possíveis consequências da medicação no longo prazo. Duvido que saibam diferenciar entre uma criança que tem problemas mentais agudos e talvez precise de remédios, de outra com alguma dificuldade de aprendizagem associada a um momento pessoal difícil, que produz um quadro parecido com a TDAH.

Mas eles são rápidos em sugerir uma visita ao pediatra ou, imediatamente, ao psiquiatra. E a avaliação dos professores, a respeito do comportamento dos alunos, em sala de aula, tem um peso enorme no diagnóstico final. Me parece que o assunto é muito sério e que os professores, por melhores que sejam, não estão capacitados para sugerir a necessidade de algum tratamento psiquiátrico.

Os remédios, com certeza, tornam mais administrável a sala de aula com quase 30 crianças. Já pensou se várias forem levadas da breca? Não pararem sentadas um minuto? Todas levam para a classe os problemas que trazem de casa. Mas eu sempre me pergunto o que faziam a Tia Rosa e a Tia Bela (juro que esses eram os nomes das minhas professoras primárias!). Também tínhamos uma sala de aula cheia. E me lembro bem de ter de sentar ao lado do pestinha da turma e chegar em casa com as maria-chiquinhas destroçadas de tanto que ele puxava meu cabelo, tentando sair da carteira. O que será que essas Tias-professoras têm a dizer dessa epidemia de TDAH?
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Para ler na íntegra a entrevista com o Dr. Allen Francês,  clique aqui.

Para ler na íntegra o artigo da jornalista Heloisa Villela, clique aqui.

Para saber sobre o Seminário, clique aqui. 

Para saber sobre o  DSM-V, clique aqui.  
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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Chalita apresenta PL para alunos com dificuldades de aprendizagem

Gabriel Chalita

Crédito: Agência Câmara


Está em tramitação na Câmara dos Deputados outro Projeto de Lei que trata das dificuldades de aprendizagem, nas quais inserem-se a Dislexia e o TDAH. De autoria do Deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP), atualmente o PL está sendo analisado pela Comissão de Seguridade Social e Família. O relator é o Deputado Dr. Aluízio (PV/RJ).

Este PL também trata-se de um PL conclusivo de comissões, igual ao PL 7081/10, ou seja, isso significa que caso obtenha voto favorável em todas as comissões, não precisará ir à votação no Plenário, torna-se Lei.

O PL apresentado por Chalita prevê oito ações:

- Planejamento para o desenvolvimento e a aprendizagem do aluno, levando em conta as necessidades educacionais especiais de cada um;

- Formação continuada de professores para identificação precoce e desenvolvimento de pedagogia especializada para crianças e adolescentes com distúrbios, transtornos e/ou dificuldades de aprendizagem;

- Difusão entre todos os profissionais e áreas da educação de conhecimentos sobre oproblemas de aprendizagem;

– Desenvolvimento de diagnósticos;

– Conscientização da necessidade de combate contínuo à exclusão ou estigmatização dos alunos com distúrbios, transtornos e/ou dificuldades de aprendizagem;

– Abordagem sobre o papel e a influência da família e da sociedade em relação às dificuldades;

– Envolvimento dos familiares no processo de atendimento das necessidades específicas;

– Ampliação do atendimento especializado disponível para contemplar os casos de distúrbios, transtornos e/ou dificuldades de aprendizagem.

Em entrevista à Agência Câmara,  Chalita  disse que acredita que a proposta favorecerá a educação inclusiva. “O tratamento constitucional do direito à educação está intimamente ligado à busca do ideal de igualdade que caracteriza os direitos sociais”, afirmou.

O Deputado argumenta que apesar da legislação atual prever o apoio da União para ampliar o atendimento aos alunos com deficiência, com transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotados, não se refere às características específicas dos alunos com distúrbios ou deficiências de aprendizagem. “Objetiva-se que a educação regular não deixe na indefinição ou exclusão da atuação pedagógica alunos que, por falta de diagnóstico, não consigam transpor as barreiras no processo de ensino e aprendizagem”, afirma.

Problemas à vista ?

Fórum contra a Medicalização

Caso seja confirmada a candidatura de Chalita à Prefeitura de São Paulo creio que terá problemas pela frente. Digo isso porque quando era vereador na Câmara de São Paulo e ainda estava no PSDB tramitou um PL 86/06, do vereador Juscelino Gadelha, que justamente propunha algo semelhante ao PL proposto por ele. Na época, em 2009, a corrente contrária que defende a não existência destes transtornos conseguiu mobilização capaz de emperrar a votação do PL até os dias atuais. Desta mobilização surgiu na cidade de São Paulo o I Seminário Internacional: “A Educação Medicalizada: Dislexia, TDAH e outros supostos transtornos”. A segunda edição do evento acabou de acontecer e durante ela foram tiradas várias diretrizes, como por exemplo, criação de fóruns regionais pelo Brasil afora e também pelos países que formam a Comunidade Andina, além da Carta do Mercosul. Este documento foi assinado por  representantes do Forumadd ─ grupo interdisciplinar contra a patologização e medicalização da infância da Argentina e do Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade do Brasil. De acordo com o texto da Carta, o movimento tem caráter ético e político e se pauta pelo rigor científico na defesa intransigente da vida.

Pedagogia do Amor & Pedagogia do Esquecimento

Por ser autor de inúmeros livros, entre eles o da Pedagogia do Amor, onde argumenta a importância do afeto no processo ensino-aprendizagem; por ter sido secretário de Educação do Estado de São Paulo, onde o sistema é da escola ciclada e por defender a Educação como principal bandeira de luta, entrei em contato com a assessoria do Deputado para saber da possibilidade dele responder algumas perguntas que me intrigam desde quando comecei a pesquisar sobre esses “transtornos” que causam dificuldades de aprendizagem. A resposta da assessoria veio no dia 10 de outubro dizendo que ele topa dar a entrevista e ainda salientou que tem dedicado atenção especial ao assunto.

Pois bem.......... se tem dedicado atenção especial ao assunto ............. espero que Chalita use dos conhecimentos de sua Pedagogia do Amor e não a troque pela Pedagogia do Esquecimento.

Abaixo, seguem as perguntas encaminhadas à assessoria do Deputado, em 30/08. Vamos ver quando  e como as respostas chegarão.............isso é ... se chegarem..........

1 - Deputado, muitas crianças que não conseguem aprender no mesmo tempo e da mesma forma que as demais estão indo parar em consultórios médicos e sendo diagnosticadas ora com Dislexia ora com TDAH. Em minhas pesquisas sobre o assunto, tenho verificado que o diagnóstico tem sido solicitado via escola quando a criança ainda encontra-se no primeiro ou segundo ano do Ensino Fundamental.   Essa prática  não contradiz os princípios da escola ciclada? Digo isso porque os sinais destes transtornos começam a surgir justamente por causa da escola  porque não conseguem aprender no mesmo ritmo e forma das demais.

2 - De acordo com as pesquisas do neurocientista António Damasceno a aprendizagem ocorre por meio da modulação das emoções. Como a  afetividade está relacionada às emoções e esta variável não entra no processo de diagnóstico destes transtornos, via questionário DSM-IV,o Deputado não acredita que isso possa prejudicar aquelas que tem um jeito diferenciado de aprender e de ser as rotulando como "doentes"?

3 - O  PL 7081/2010 dispõem sobre o diagnóstico e o tratamento do TDAH e da Dislexia na educação básica e visa proporcionar ao educando diagnosticado com estes  transtornos condições diferenciadas de aprendizagem. Contudo é sabido que não existe nenhuma metodologia pedagógica diferenciada de fato. Na prática, existem apenas dicas genéricas, que diga-se de  passagem, devem ser utilizadas com todo mundo, como por exemplo, ter paciência. Levando em conta essa premissa qual a importância desta Lei
no seu entender?

4 -  Há sérias controvérsias na área científica quanto à existência destes transtornos. Apesar de estarem catalogados no CID (Código Internacional de Doenças) a corrente contrária afirma que não há marcadores biológicos que comprovam sua existência (não existe exame físico). Alegam ainda que um dos principais objetivos é a medicalização com o Metilfenidato (Ritalina), que é um remédio da mesma família da cocaína, está listado na Anvisa como entorpecente e suas consequências a longo prazo são ainda um mistério. Gostaria de saber sua opinião a respeito do risco de drogatização causada por causa da escola, afinal, é por causa dela que estas crianças estão indo parar em consultórios médicos, sendo diagnosticadas como portadoras de TDAH ou Dislexia e medicadas.

5 - A corrente que defende a existência destes transtornos alega ser por causa deles que a maioria das dificuldades de aprendizagem acontecem. Qual sua opinião sobre os transtornos de aprendizagem e as dificuldades de aprendizagem?

6 – De acordo com a Deputada Mara Gabrilli, relatora do PL 7081/2010, na Comissão de Educação, o próximo passo será encaminhá-lo à Comissão de Constituição e Justiça. O Deputado faz parte destas Comissões, irá contribuir com alguma sugestão/proposição?

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 Para ler na íntegra a entrevista de Chalita à Agência Câmara, clique aqui.
  
Para acompanhar o projeto de lei de Chalita, clique aqui.

Para conhecer quem é o Deputado Gabriel Chalita, clique aqui.

Para conhecer o Fórum contra a medicalização na escola, clique aqui.

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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Nobel de Medicina, Eric Kandel, afirma: “Não há marcadores biológicos e faltam provas científicas”



                                                                              Crédito: Wikipédia


O neurocientista  Eric Kandel está chegando ao Brasil para participar do Congresso Brasileiro de Psiquiatria que irá acontecer no Rio de Janeiro. Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, em  2 de novembro de 2011, afirmou que a psiquiatria está em crise por falta de provas científicas e criticou o uso indiscriminado de medicamentos para tratamento do déficit de atenção, como o Metilfenidato/Ritalina.  De acordo com ele, como não há os chamados “marcadores biológicos”, não há objetividade no diagnóstico. “A preocupação com a objetividade foi introduzida há uns 20 anos quando houve uma tentativa de validar os critérios do manual para descrever transtornos. Isso foi extremamente importante para que diferentes psiquiatras pudessem dar o mesmo diagnóstico a um mesmo paciente. Mas não houve muitos avanços desde então. Uma das razões para isso é que os psiquiatras não têm os chamados marcadores biológicos à disposição. Se você diagnostica  diabetes ou hipertensão, pode usar medições objetivas, independentes. Não precisa se basear apenas naquilo que o paciente lhe conta.”, afirmou Kandel.

Kandel recebeu em 2000, junto com Paul Greengard e Arvid Carlsson, o prêmio Nobel de medicina pelo estudo da fisiologia do cérebro e como ocorre o armazenamento de memórias em neurônios. Carlsson demonstrou que a Dopamina é um neurotransmissor no cérebro e que a ausência dela causa problemas motores, como os observados na doença de Parkinson. Greengard investigou o que acontece quando a Dopamina se liga aos seus receptores em neurônios pós-sinápticos e revelou a cascata de eventos moleculares disparadas dentro de neurônio pela Dopamina para que um sinal passe através das sinapses. Kandel recebeu o prêmio por descrever os mecanismos moleculares envolvidos na aprendizagem e memória.

Estes estudos mostraram que a atividade bioquímica do cérebro tem estreitas ligações com os processos cognitivos, ou seja, como o cérebro aprende. Descobriram que o transmissor chamado Dopamina desempenha um papel central nos distúrbios cognitivos. Por isso, indivíduos diagnosticados com TDAH são medicados com o Metilfenidato (Ritalina) porque este remédio “controla” a atividade neural, ou seja, inibe a recaptação de dopamina no estriado, sem disparar a liberação deste transmissor no cérebro, resultando numa maior concentração.


Neurociência irá mudar a Educação


Para Eric Kandel a neurociência tem o poder de mudar a educação porque permite um melhor conhecimento dos circuitos neurais para a linguagem oral, visual e motora com o intuito de modelar processos mais eficientes de alfabelização e aprendizagem. Em entrevista à revista Super Interessante, o neurocientista afirmou: “descobrimos que o treinamento espaçado é melhor que o treinamento em massa. Ou seja, se você aprender as coisas em pequenos episódios separados absorve mais do que em uma longa sessão. Portanto, precisamos ter aulas curtas e com intervalos regulares. Acho que as pessoas ainda podem descobrir muito sobre os aspectos temporais dos eventos do aprendizado. Podemos entender melhor que parte do ciclo sono/vigília é ideal para o aprendizado, como aprender a associar as coisas, quais os tipos de dicas que facilitam a memorização de um poema. A neurociência nos ensinará uma variedade de técnicas para otimizar o armazenamento de informações no cérebro”.

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Para ler a entrevista na íntegra publicada pela Folha de São Paulo, clique aqui

Para ler a entrevista publicada pela revista Super Interessante clique aqui

Para saber mais sobre o Nobel recebido por Eric Kandel, clique aqui e entre direto na página da premiação (em inglês)

Para acessar a página de Eric Kandel na University Columbia, onde leciona, clique aqui

Quer saber mais sobre os manuais dos transtornos mentais? Está em andamento estudos para a publicação da V edição, prevista para 2013. Clique aqui e acesse o post a respeito.

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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

TDAH e Dislexia & Distúrbio do Processamento Auditivo Central



Exibindo Ouvir Mulher Jovem - Foto gratuita no Pixabay
Fonte: Pixabay




O Processamento Auditivo Central (PAC) compreende um conjunto de habilidades auditivas realizadas pelo sistema nervoso central, necessárias à interpretação das informações que chegam por meio da audição. Pessoas que sofrem do Distúrbio do Processamento Auditivo Central (DPAC) possuem alterações em uma ou mais destas habilidades auditivas de linguagem e aprendizagem. Apresentam também uma audição periférica normal e dificuldade de compreender o que é falado.

De acordo com a Associação Brasileira de Dislexia (ABD) a razão para se avaliar o processamento auditivo (PA) em disléxicos está baseada na hipótese que um déficit perceptual auditivo pode agravar em muito os problemas de aprendizagem, incluindo problemas específicos de leitura e distúrbios de linguagem. Para avaliar o grau do distúrbio e suas conseqüências são realizados testes por fonoaudiólogos para averiguar  os mecanismos fisiológicos de atenção eletiva para sons não verbais em escuta dicótica, discriminação de sons em seqüência e reconhecimento de padrões temporais.

Estudo

Dez sujeitos disléxicos  diagnosticados pela  equipe de saúde da ABD, cujas faixas etárias variaram entre  12 a 15 anos de idade, sendo nove do sexo masculino e um  do sexo feminino foram avaliados  quanto aos diferentes mecanismos auditivos. Esses indivíduos  possuíam nível de escolaridade de 4ª a 7ª série  do Ensino Fundamental e todos eram destros. Quanto à presença de dificuldades em ouvir, foram registrados 50 % de ocorrências de queixas; quanto à dificuldade de falar, 60% de ocorrências; a desatenção persistiu em 90% de ocorrências e antecedentes de otites na infância, ficou em cerca de 50% de queixas.

Nesse grupo de disléxicos estudados  ficou evidenciada a dificuldade em lidar com sons verbais e não verbais  mostrando que no trabalho de linguagem realizado com esses pacientes devem ser destacadas os  aspectos de   compreensão da fala   trabalhando a análise auditiva dos sons da língua materna, ou seja, os aspectos segmentais da linguagem, a compreensão da linguagem,  bem como trabalhar aqueles  parâmetros que permeiam a mensagem lingüistica propriamente dita que são denominados aspectos suprasegmentais da linguagem. Que são  freqüência, intensidade do som, a tonicidade, o ritmo e a entoação da fala.


TDAH

Na avaliação de Carmelita Rodrigues, psicóloga junguiana,  há uma nova luz no fim do túnel para pessoas  com  sintomas de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).  “Nos últimos quatro anos, especialistas têm trabalhado com uma nova investigação e novo diagnóstico que muda muita coisa nos casos de agitação e falta de concentração:  o DPAC”, afirmou a psicóloga em artigo publicado no site psicopauta. De acordo com ela, o distúrbio causa alterações em uma ou mais das habilidades auditivas que afetam o desenvolvimento da aprendizagem e da linguagem e por conta deste distúrbio, a criança apresenta sintomas e comportamentos semelhantes aos registrados em portadores  do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) o que no entendimento dela, leva ao erro de diagnóstico. “Assim, crianças que hoje estão sendo medicadas com a  Ritalina, por terem sido equivocadamente diagnosticadas como TDAH, precisam de revisão no tratamento urgente porque quando se trata de DPAC, a Ritalina não funciona e nem é necessária”, afirma a psicóloga. Para ela, a terapêutica para os DPACs  são exercícios de reabilitação fonoaudiológicos, realizados por profissionais especializados. O diagnóstico exige um exame audiométrico específico.


Causas do DPAC

As causas do DPAC podem ser as mais variadas possíveis, porém, destacam-se:

-         Otites freqüentes na primeira infância (a privação sensorial provocada por otites de repetição pode causar dificuldade para reconhecer padrões sonoros e na formação dos engramas dos sons da fala);
-         Alterações de ouvido médio e interno;
-         Pouca estimulação auditiva;
-         Disfunções subclínicas das vias auditivas causadas por: hiperbilirrubinemia, anóxia neonatal, sífilis, malformações congênitas, entre outros;
-         Hereditariedade;
-         Síndromes neurológicas; doenças neurológicas e degenerativas, epilepsia, entre outros.


Sinais e Sintomas do DPAC

De acordo com especialistas, pessoas que sofrem do DPAC podem apresentar alguns destes sintomas e não necessariamente todos:

-         Solicitam freqüentemente a repetição da mensagem falada dizendo: hã?, o quê, oi?. São distraídos e desorganizados;
-         Tem comportamento agitado ou quieto demais;
-         Tem dificuldade em seguir direções e instruções orais;
-         Apresentam vocabulário restrito;
-         Tem dificuldade em compreender a mensagem falada em presença de ruído competitivo;
-         Tem dificuldade de memória e, tempo de atenção curto;
-         Tem dificuldade em entender piadas e mensagens de duplo sentido; confundem o que ouvem;
-         Apresentam dificuldades de linguagem, fala, leitura e/ou escrita.
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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Primeira vez no BLOG?


Seja muito bem-vindo.....

Este BLOG procura discutir sobre os transtornos de aprendizagem com um recorte no TDAH – Transtorno do Déficit de Atenção e da Dislexia bem como a medicalizção no ensino.

Decidi criar o espaço por defender a tese de que a informação é o melhor remédio. Afinal, existem correntes de pesquisadores que defendem pontos de vistas diferentes, o que vem causando muita polêmica para desespero de pais e educadores. O Conselho Federal de Psicologia, por exemplo, argumenta que tanto o TDAH quanto a Dislexia não existem, o que existe é a diversidade do ser humano, já a Associação Brasileira de Dislexia, Associação Brasileira do Déficit de Atenção alegam que são transtornos reconhecidos por toda comunidade médica internacional e que  estão catalogados na 10ª edição do  CID – Classificação Internacional de Doenças. 


O assunto vem aos poucos ganhando espaço na grande mídia. A edição de 27/07/2012, da revista Isto È, por exemplo, publicou uma matéria sobre a polêmica. Para conferir, clique aqui e leia na íntegra a reportagem disponibilizada online.

Atenção.....

...............................não confunda a cuca:

TDAH e Dislexia não são transtornos que causam problemas de aprendizagem.!!!!!!!!!!! Segundo a corrente que defende a existência destes transtornos, eles são, na maioria das vezes, os responsáveis pelas dificuldades de aprendizagem. Duas coisas completamente diferentes que podem ou não estar interligadas...................


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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Declaração Internacional de Consenso sobre o TDAH

Um grupo de especialistas de diferentes países, que defende a tese da existência do TDAH, preocupados com a má informação que vem cercando o conhecimento sobre o transtorno, decidiu assinar uma declaração conjunta com a intenção de desfazer uma série de mal entendidos que os meios de comunicação têm veiculado. De acordo com estes especialistas, a mídia tem contribuído de forma imprecisa e negativa na divulgação sobre o que vem a ser o transtorno e também sobre as polêmicas acerca dos conflitos científicos.

A lista dos pesquisadores que assinaram a declaração  foi encabeçada pelo professor de Psiquiatria e Neurologia da Universidade da Massachussetts Medical School, EUA,  Russell A. Barkley, e contou com a assinatura de cerca de 80 profissionais.

De acordo com o texto da declaração, o TDAH é um transtorno com o qual os cientistas estão bastante familiarizados e muitos deles, inclusive, dedicam uma vida inteira à  pesquisa científica. Estes pesquisadores afirmam  ainda temer que histórias incorretas, que apresentam o TDAH como um mito, uma fraude ou uma condição benigna, possam impedir milhares de portadores a procurarem tratamento para o seu problema. Para eles, essas informações criam no público uma sensação geral de que o transtorno não é legítimo nem real, ou consiste em aflição trivial.

TDAH x Moda

Para o mestre em Psiquiatria e Saúde Mental pelo Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro e pesquisador do GEDA (Grupo de Estudos do Déficit de Atenção), Daniel Segenreich, em toda época há tendência de se falar de novos sintomas e os da atualidade são a Anorexia, a Bulimia e o TDAH. “As pessoas tendem a optar pelo que é mostrado como novo e o TDAH está na crista da onda, mas o transtorno não é novo. É estudado desde a década de 60”, afirmou o pesquisador durante palestra sobre o contexto histórico, etiologia e aspectos epidemiológicos do TDAH em curso direcionado aos professores no portal Atenção Professor.

Agora, se você for dar um “google” na sigla TDAH e selecionar algumas reportagens publicadas pelos meios de comunicação  irá conferir que a maioria delas relaciona o transtorno com nomes dos principais gênios da humanidade, como Albert Einstein, Thomas Edison, Ágata Christie etc. Será que este tipo de exposição/relação pela mídia não contribui para forçar um laudo positivo? Eu acredito que sim porque enquanto não houver evidências científicas para sanar qualquer tipo de dúvida quanto à existência do transtorno para poder separar o “joio” do “trigo”  e  enquanto o diagnóstico for realizado mediante um questionário, que na minha opinião, mais parece um questionário de revista feminina, é muito fácil manipular e maquiar dados do que enfrentar a possível realidade: a escola tem de mudar.


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Para ler a íntegra da Declaração Internacional de Consenso sobre o TDAH, clique aqui. O documento está na língua inglesa. Caso prefira ler um resumo, foi publicado um na língua espanhola, é só clicar aqui.

Para assistir à palestra do  pesquisador Daniel Segenreich, clique aqui.

Para conhecer o questionário utilizado para o diagnóstico do TDAH, clique aqui.

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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

PL 7081/2010 tem voto contrário e retorna à Relatora da Comissão de Educação

O Projeto de Lei nº 7.081/2010, cuja finalidade é instituir, no âmbito da educação básica, a obrigatoriedade da manutenção de programas de diagnóstico e tratamento da Dislexia e do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), por meio da atuação de equipes multidisciplinares, com a participação de educadores, psicólogos, psicopedagogos, médicos e fonoaudiólogos, recebeu voto contrário na Comissão de Constituição e Justiça e retornou para a relatora, deputada Mara Gabrilli (PSDB/SP).

Quem apresentou o voto contrário foi o deputado Nazareno Fonteles (PT/PI). Para justificar o voto, o deputado argumentou que o fenômeno conhecido entre muitos profissionais de saúde e de educação como “patologização do processo de ensino-aprendizagem” ou ainda de “medicalização da educação” ou “patologização da criança” não é um fenômeno novo e nem unânime entre aqueles que estudam ou convivem diretamente com os problemas de aprendizagem. 

Disse ainda que a forma de abordar o problema sob a ótica individual e a partir da leitura de uma relação de aprendizagem tomada sob esta ótica já foi utilizada entre nós há alguns anos, e muitos imaginavam que estivesse superada. Porém, a recente apresentação de diversas proposições nos legislativos estaduais e municipais dão conta que há ainda muito a ser superado no trato do enfrentamento das questões relativas ao aproveitamento escolar. Não é por acaso que um dos ramos especializados da psicologia, que é a psicologia escolar, desde a década de 80 alerta para a impropriedade de se abordar os problemas de aprendizagem na escola a partir da responsabilização da criança ou adolescente e, muitas vezes, da sua família ou de sua condição social, com a finalidade de justificar um problema na relação criança-escola que é um problema inerente às opções que se fazem de funcionamento desse próprio sistema.

Finalizou explicando que sua posição não era isolada e que a Comissão de Educação havia recebido o apoio de mais de sessenta entidades reunidas no Fórum sobre medicalização da educação e da sociedade.

Histórico do PL

Em tramitação regular a matéria restou aprovada no Senado Federal, sendo então a iniciativa encaminhada à Câmara para revisão. Nesta Casa, o projeto foi distribuído às Comissões de Seguridade Social e Família e à de Educação e Cultura, para análise do mérito, e ainda às Comissões de Finanças e Tributação, para exame da adequação financeira e orçamentária, e à de Constituição e Justiça e de Cidadania, para verificação da constitucionalidade e juridicidade da matéria, estando sujeita, nos termos do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, ao caráter conclusivo das Comissões.

Ao citado projeto foi apensado o de nº 3.040, de 2008, de autoria do Deputado Sandes Júnior, que “Dispõe sobre a criação do Programa de Identificação e Tratamento da Dislexia na Rede Oficial de Educação Pública e dá outras providências”, o qual já trazia apensados os Projetos de Lei nº 4.933, de 2009, do Deputado Marcondes Gadelha, que “Dispõe sobre o reconhecimento e definição da dislexia e dá outras providências” e o Projeto de Lei nº 5.700, de 2009, do Deputado Homero Pereira, que “Acrescenta alínea ao art. 24, V, da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional”, para incluir a obrigatoriedade de avaliação e acompanhamento dos transtornos de aprendizagem dos alunos, por equipe multidisciplinar, com acomodação especial desses alunos nas classes da educação básica.
Na Comissão de Seguridade Social e Família, o projeto 7081 de 2010, bem como os a ele apensados, foram apreciados e a dita Comissão se manifestou pela aprovação do Projeto de Lei nº 7.081, de 2010; do Projeto de Lei nº 5.700, de 2009; e do Projeto de Lei nº 3.040, de 2008, na forma do Substitutivo oferecido pela Relatora, Deputada Rita Camata; e ainda pela rejeição do Projeto de Lei nº 4.933, de 2009.


Repercussão

De acordo com o texto do relatório apresentado pelo deputado  Nazareno Fonteles (PT/PI), parte do documento encaminhado a vários parlamentares da Comissão de Educação e Cultura e de algumas das entidades que consideram inadequadas as proposições em análise, consta, em síntese, o seguinte:

Preocupações fundamentais com relação às propostas de diagnóstico e atendimento de crianças e adolescentes na rede de Educação por considerarmos que:

* São apresentados índices absurdos de pretensos transtornos de ordem biológica na população, que destoam da prevalência de todas as doenças da mesma natureza; 

* Indução ao estabelecimento de relação direta, linear e absoluta entre genética e manifestação da morbidade;

* Desconsideração da realidade escolar na compreensão do fenômeno da  alfabetização e da escolarização;

* Individualização e medicalização das dificuldades vividas pelos sujeitos.

* Propostas de PL relacionam diretamente sua aprovação com a melhoria do atendimento educacional;


Entidades Signatárias:

Anhanguera Educacional;

Associação Nacional de Pesquisa em Pós Graduação ANPED-GT Psicologia da
Educação;

Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional – ABRAPEE;

Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional - ABRAPEE-Representação
Paulista;

Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo-ADUSP;

Associação Palavra Criativa;

Apeoesp - Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo;

Centro Acadêmico Iara Iavelberg - Psicologia USP;

Centro de Saúde Escola "Samuel Barros Pessoa" (Butantã);

 Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – FMUSP;

 Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente-CONDECA;

Conselho Federal de Psicologia;

Conselho Regional de Fonoudiologia 2ª. Região São Paulo;

Conselho Regional de Psicologia 6ª Região;

Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro 5ª Região;

Colégio Universitas - Ensino Médio - Santos/SP;

CNTE - Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação;

Departamento de Psicologia da UNICENTRO (Universidade Estadual do Centro-Oeste
Irati/PR);

Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo ;

Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp;

Faculdade de Educação da UNICAMP ;

Faculdade São Bento – BA ;

Faculdade Social Bahia - Curso de Psicologia;

FENPB - Fórum de Entidades Nacionais da Psicologia Brasileira ;

Fórum Paulista de Educação Infantil ;

Fórum de Saúde Mental do Butantã ;

Fundação Criança de São Bernardo do Campo ;

Mandato do Vereador Eliseu Gabriel ;

GT Interinstitucional Queixa Escolar ;

Grupo de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente - Dedica - Curitiba-PR ;

A.I.J.F. - Instituto Sedes Sapientiae;

Rede Humaniza SUS - Coletivo de Editores ;

Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo-SINPEEM ;

SINPSI - SINDICATO DOS PSICÓLOGOS NO ESTADO DE SÃO PAULO ;

Sociedade de Pediatria de São Paulo - Depto. Científico de Saúde Mental ;

Rede Humaniza Sistema Único de Saúde ;

Universidade Estadual de Maringá – UEM ;

Faculdade Educação – UFBA ;

UNIP - UNIVERSIDADE PAULISTA ;

Universidade de São Paulo - Laboratório Interinstitucional de estudos e pesquisas em
psicologia escolar e educacional – LIEPPE ;

Universidade Comunitária do Oeste Catarinense-Unochapecó-Curso de Psicologia
Universidade Presbiteriana Mackenzie ;

Unesp - Instituto de Biociências ;

União de Mulheres do Município de São Paulo ;

LEPEDE'ES - Laboratório de Pesquisas em Educação - Educação Especial UFSCAR

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Clique aqui para conferir a entrevisa da deputada Mara Gabrilli, relatora do PL na Comissão de Educação. 

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