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quarta-feira, 6 de maio de 2020

E aí.. o que tem feito nesta quarentena contra o coronavírus?

Preocupado ???


Chorando ???

 

Só dorme ??? 


Só come ???


 

Deixe nos comentários o que você anda fazendo...

 

Eu tô aqui de volta depois de uma quarentena de uns 4 anos... após a minha defesa da dissertação do mestrado - e 1 trilhão de reais para quem descobrir qual tema pesquisei - vivenciei um BUG celestral.. ops cerebral...

 

Mas como tudo é um ciclo aqui neste planeta Terra, creio que esta pandemia irá fazer muita gente - assim como eu - ter vontade de terminar assuntos  que ficaram pendentes e iniciar novos ciclos. (acho que é aquele medo da morte, sabe né aquele "medinho" que dá um frio na barriga e aquela sensação: não estou fazendo nada do que deveria estar fazer)

 

Tenhamos fé.

 

Tenhamos ânimo.

 

Tenhamos PACIÊNCIA... Sim... "paciência" a tão sonhada e distante paciência para os TDAHS...

 

Por isso... já estou trabalhando numas dicas tiradas de artigos científicos  para ajudar as mãezonas e paizinhos de primeira, segunda, terceira viagem,  a  como conseguir lidar com seus filhos TDAHs dentro de suas mansões, casas,  apartamentos e por que não de seus castelos de príncipes e princesas...

 

Já vou ADIANTANDO: uma dica muito importante para você, responsável por crianças laudadas com TDAH:

 

Atenção agora::::

 

Para tudo para ler essa singela sugestão:

 

VOCÊ  DEVE EXCLUIR A PALAVRA NÃO DE TODO E QUALQUER DIÁLOGO COM UM TDAHZINHO....

 

Calma!!


Não vou dizer  que ele seja futuro  candidato a outro laudo: o TOD (transtorno Opositor Desafiador) ...


Ficou curios@ ? Prometo que te conto até o final de semana! (((assim espero))) Até lá, vou adorar saber como tem sido suas estratégias para lidar neste confinamento com alguém que apresenta na pele os sintomas da tríade que acomete o transtorno: desatenção, hiperatividade e impulsividade.

 

Fique por dentro do que acontece nas pesquisas científicas sobre o TDAH, acompanhando nossas redes sociais. 

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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Tecnologia e Dislexia



Exibindo Rede Tecnologia Da Informação - Imagens grátis no Pixabay
Fonte: PIXABAY


Em comemoração à semana internacional da Dislexia, o Instituto ABCD lançou um desafio para premiar estudantes que conseguissem unir tecnologia em prol de estudantes diagnosticados com Dislexia e outros transtornos de aprendizagem, como a discalculia (dificuldade em reconhecer e lidar com as diferentes formas de representação numérica).

Grupos de estudantes do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) aceitaram o desafio e criaram vários aplicativos. De acordo com o Jornal O Globo, o grupo vencedor criou um aplicativo  que roda em tablets e smartphones, denominado Aramumo. São jogos de palavras-cruzadas que usam, porém, sílabas. São gratuitos e funcionam em aparelhos com sistema operacional Android.

Como prêmio, o grupo ganhou uma viagem aos Estados Unidos para conhecer o Massachussetts Institute of Techonology (MIT) e iniciativas que estimulam a criação de programas de computador com alguma ênfase social.

Em entrevista ao Jornal O Globo, a diretora-presidente do instituto, Mônica Cristina Andrade Weinstein, afirma que o desafio "surgiu da constatação de que existem pouquíssimos recursos de tecnologia em língua portuguesa para quem tem Dislexia e que em vez de contratar uma empresa para desenvolver aplicativos, o instituto preferiu envolver estudantes para levar a questão da Dislexia para outras áreas. Finalizou a entrevista afirmando que os alunos de computação de hoje  poderão desenvolver novas tecnologias para uso social no futuro.

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Para ler a entrevista do G1 na íntegra, clique aqui.


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

"Eu me achava uma burra" afirma psiquiatra diagnosticada com TDAH



Psiquiatra é entrevista no programa do Jô


"Eu me achava uma burra" afirma psiquiatra diagnosticada com TDAH 

"Quando tive o diagnóstico e comecei o tratamento, eu me senti como um míope que põe o primeiro par de óculos e percebe que o mundo é cheio de detalhes", afirmou a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Filho, autora do best-seller Mentes Inquietas, que fala sobre o TDAH, à edição 2132 da revista Veja. De acordo com a médica, "quem tem TDA presta uma atenção acima da média naquilo que desperta seu interesse verdadeiro. É o que a gente chama de hiperfoco. Por isso, acho injusto falar de déficit de atenção. O que existe é uma atenção instável", afirmou.

Questionada sobre a cura do TDAH, a médica foi enfática: "Não tem cura, mas há grandes chances de um final feliz. No momento em que você entende sua engrenagem, passa a dominá-la em vez de ser dominado por ela. Aí pode até levar vantagens. O excesso de pensamento – que causa exaustão, desorganização e esquecimento – também traz ideias. Existem ideias boas e más. O grande aliado de quem sofre de TDAH é um caderninho. Em qualquer lugar, eu anoto pensamentos que já deram origem a capítulos de livros. Mesmo para ideias sem sentido, é vital ter organização. Dalí pode sair algo realmente inovador". explicou.

  Sobre o sucesso de seu livro Mentes Inquietas, que chegou a vender mais de 200 mil cópias, a médica afirmou que começou sem nenhuma pretensão. "Aliás, o diretor da primeira editora que procurei, quando viu o livro, disse que o tema déficit de atenção não vendia e queria me convencer a escrever sobre compulsão por compras. Fiquei muito brava e, de maneira impulsiva, rasguei o contrato que já havia assinado. Decidi vender meu Peugeot 205 e mandei fazer 3.000 exemplares do livro. Minha ideia era colocar no site da clínica e vender pela internet. Em um mês o livro vendeu 20 mil cópias", disse.

Dislexia


De acordo com a psiquiatra, além do TDAH, ela também tem Dislexia. "Quando eu era pequena, tinha um diário, mas escrevia tudo errado. Trocava ou repetia as sílabas. Eu adorava escrever na máquina Olivetti. Meu pai, que era professor de português, vinha e corrigia tudo. No final, o texto só tinha vermelho. Ele brincava: "Filhinha, ainda bem que você não vai ser escritora". Minha mãe já era o contrário. Ela dizia: "Adorei o conteúdo, mas, filha, você precisa prestar atenção nas palavras, nos acentos", contou.

Excesso de diagnósticos e tratamento

Em matéria veiculada pelo caderno Folha Equilíbrio a psiquiatra afirmou que concorda que exista um grande excesso de diagnosticos e tratamento de TDAH. "Recebo muitas crianças cujos pais chegam ao consultório dizendo que os filhos têm TDA. Teve uma mãe que dizia que o filho tinha TDA porque era muito "criativo" e citou o fato dele ter ateado fogo em pererecas para parecerem fogos de artifício. Aquilo não era criatividade e sim perversidade. Também tem pai achando que o filho tem TDAH porque está disperso na época do vestibular. Mas ele pode estar apaixonado ou usando drogas. Há exames que mostram se a pessoa usou drogas nos últimos três meses. Ela não precisa dizer", disse.


Snopse do livro Mentes Inquietas

Distraído, avoado, enrolado, esquecido, desorganizado, impulsivo, agitado, inquieto, vive a "mil por hora". Estes são alguns adjetivos mais comuns usados para descrever o comportamento de pessoas que, injustamente, são tidas como preguiçosas, irresponsáveis e rebeldes. Na realidade, elas possuem um funcionamento cerebral diferente denominado Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade  (TDAH), caracterizado por distração, impulsividade e hiperatividade. Escrito com clareza, espontaneidade e muito bom humor, Mentes Inquietas soa como uma conversa na sala de estar de nossas casas, trazendo um alento ao coração das pessoas que por muito tempo se sentiram como "peixes fora d'água".
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Quer saber mais sobre a psiquiatra?Visite o site dela clicando aqui.

Para ler a da Folha Equilíbrio, clique aqui.

A entrevista publicada na Veja está disponível na versão online. Clique aqui e leia na íntegra.



 
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E, você? Já leu o livro Mentes Inquietas? O que achou? Deixe um comentário..........

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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Sou Disléxico, e Daí?


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Reprodução/pxhere



Sou Disléxico e Daí? é o título do livro de Hélio Magri Filho, especialsita em Dislexia e membro da Associação Brasileira de Dislexia, da International Dyslexia Association e da Associação Brasileira do Déficit de Atenção. De acordo com entrevista publicada no Blog da Família e das Mães, Hélio afirma por ser disléxico viveu várias dificuldades, como discalculia (dificuldades com números), desatenção e outros "dis" que o fizeram sempre viver se questionando, como seria se tivesse que mentalizar todos os seus movimentos, suas ações e reações antes de manifestá-los. "Isso é desgastante, muito estressante, mas também enriquecedor. Sempre sentia que era diferente, não conseguia me inserir no cenário e questionava, interna e incessantemente minha postura. Isso para quem está tentando assimilar os caminhos do mundo é um peso extra que carregamos. Se não entendemos quem somos e como somos, como poderemos entender a vida como ela é?" afirmou ao portal.

1- O que é dislexia?
A definição oficial, aceita pela Associação Brasileira de Dislexia: Dislexia é uma dificuldade de aprendizagem de origem neurológica. É caracterizada pela dificuldade com a fluência correta na leitura e por dificuldade na habilidade de decodificação e soletração. Essas dificuldades resultam tipicamente do déficit no componente fonológico da linguagem que é inesperado em relação a outras habilidades cognitivas consideradas na faixa etária.
Minha definição: Nosso cérebro, quando visto de cima, lembra duas metades de uma noz. Cada metade recebe o nome de hemisfério cerebral. Os hemisférios comunicam-se através de um feixe de fibras nervosas denominado CORPO CALOSO. A grande maioria das pessoas foi acostumada a pensar e agir de acordo com o paradigma cartesiano, baseado no raciocínio lógico, linear, sequencial, deixando de lado suas emoções, a intuição, a criatividade, a capacidade de ousar soluções diferentes. Utilizando mais o hemisfério esquerdo, considerado racional, deixamos de usufruir dos benefícios contidos no hemisfério direito, como a imaginação criativa, a serenidade, visão global, capacidade de síntese e facilidade de memorizar, dentre outros. Eu costumo dizer que não tenho "atleticidade" cerebral suficiente para cruzar a "ponte" (corpo caloso) do hemisfério esquerdo para o direito, e vice versa, do meu cérebro. Tenho uma tendência maior em permanecer no lado direito, ou seja, mais no mundo da "lua", comprometendo atenção, concentração e aprendizagem.
2- Conte-nos um pouco da sua experiência de vida como disléxico.
A vida com dislexia, discalculia (dificuldades com números), desatenção e outros "dis" me deixou sempre numa posição de questionamento, é como se eu tivesse que mentalizar todos meus movimentos, minhas ações e reações, antes de manifestá-los. Isso é desgastante, muito estressante, mas também enriquecedor. Sempre sentia que era diferente, não conseguia me inserir no cenário e questionava, interna e incessantemente minha postura. Isso para quem está tentando assimilar os caminhos do mundo é um peso extra que carregamos. Se não entendemos quem somos e como somos, como poderemos entender a vida como ela é? Como tudo na vida parece ter sempre um jeito, eu criava estratégias para lidar com números, evitava leituras em voz alta, alegava sempre algum mal estar súbito e outras tantas desculpas. E nessa introspecção eu fui descobrindo quem realmente sou… e daí escolhi manifestar isso todos os dias da minha vida.
3- O que foi mais difícil em sua infância?
A mais difícil na infância, e na vida adulta, são os rótulos. Entendo que as pessoas não têm a paciência suficiente, e nem o conhecimento necessário para entender que somos diferentes. A crueldade destes rótulos, mais a incapacidade de desempenhar tarefas consideradas normais para as outras crianças deixaram suas marcas na auto-estima. A frustração de uma criança que não consegue se ajustar é algo silencioso e pessoal. Uma batalha constante. Isso foi o mais difícil: Cada dia era uma luta para se inserir nos cenários e corresponder às expectativas da família, da escola e etc.
4- Como pode ser identificado precocemente que uma criança tem Dislexia
A Dislexia pode ser identificada já nos primeiros anos escolares, sendo que a primeira condição para o diagnóstico é que a criança já tenha sido alfabetizada e que a criança já tenha tido uma vivência com a leitura e escrita de, pelo menos, dois anos para que seja possível a caracterização das dificuldades disléxicas. NNecessita de um tratamento apropriado. Por não ser um problema que passa com o tempo, a dislexia merece atenção para não passar despercebida. É importante que o diagnóstico seja efetuado o quanto antes, assim, as crianças tratadas desde cedo, têm grandes chances de superar ou conviver melhor com os sintomas. São vários os sinais que identificam a dislexia: Dificuldade com cálculos mentais, dificuldade em organizar tarefas, dificuldades com noções espaço- temporais, entre outras. Podemos observar também um desempenho inconstante com relação à aprendizagem da leitura e da escrita; Dificuldade com os sons das palavras e, consequentemente, com a soletração; Escrita incorreta, com trocas, omissões, junções e aglutinações de fonemas; Relutância para escrever; Confusão entre letras de formas vizinhas, como "moite" por "noite", "espuerda" por "esquerda"; Confusão entre letras foneticamente semelhantes: "tinda" por "tinta", "popre" por "pobre", "gomida" por "comida"; Omissão de letras e/ou sílabas, como "entrando" por "encontrando", "giado" por "guiado", "BNDT" por "Benedito"; Adição de letras e/ou sílabas: "muimto" por "muito", "fiaque" por "fique", "aprendendendo" por "aprendendo"; União de uma ou mais palavras e/ou divisão inadequada de vocábulos: "Eraumaves um omem" por "Era uma vez um homem", "a mi versario" por "aniversário"; Leitura e escrita em espelho; Existem ainda outros sinais importantes de dislexia na idade escolar: Lentidão na aprendizagem dos mecanismos da leitura e escrita; Trocas ortográficas, dependendo do tipo de dislexia; Problema para reconhecer rimas e alterações; Desatenção e dispersão; Desempenho escolar abaixo da média, em matérias específicas, que dependem da linguagem escrita; Melhores resultados nas avaliações orais, do que nas escritas; Dificuldade de coordenação motora fina (para desenhar, escrever e pintar) e grossa (é descoordenada); Dificuldade de copiar as lições do quadro, ou de um livro; Problema na lateralidade (confusão entre esquerda e direita, ginástica) Dificuldades de expressão: vocabulário pobre, frases curtas, estruturas simples, sentenças vagas; Dificuldades em manusear mapas e dicionários; Esquecimento de palavras; Problema de conduta: retração, timidez excessiva e depressão; Desinteresse ou negação da necessidade de ler; Leitura demorada, silabadas e com erros. Esquecimento de tudo o que lê; Salta linhas durante a leitura, acompanha a linha de leitura com o dedo; Dificuldade em matemática, desenho geométrico e em decorar sequências; Desnível entre o que ouve e o que lê. Aproveita o que ouve, mas não o que lê; Demora demasiado tempo na realização dos trabalhos de casa; Não gosta de ir à escola; Apresenta "picos de aprendizagem". Em alguns dias parece assimilar e compreender os conteúdos e em outros, parece ter esquecido o que tinha aprendido anteriormente; Pode evidenciar capacidade acima da média em áreas como: desenho, pintura, música, teatro, esporte, etc;
Quando um aluno demonstra contínua dificuldade com os problemas acima, deverá ser imediatamente encaminhado aos profissionais especializados, estes farão averiguações concretas. O diagnóstico deve sempre ser feito por uma equipe multidisciplinar composta de fonoaudiólogos, neuropsicólogos, psicólogos, e etc.
5- Como devem agir os pais ao perceber que o filho tem dislexia?
Tudo deve ser feito em PARCERIA com a escola. Constatado a dislexia, é fundamental que o professor esclareça em sala de aula quanto às dificuldades do colega, para que se mantenha um ambiente de respeito e consideração sem rejeições. Quero enfatizar a importância do acompanhamento dos pais com o disléxico, estes devem ser esclarecidos para que possam entender melhor as dificuldades que seu filho demonstra e ajudá-lo a contorná-las. A Associação Brasileira de Dislexia (ABD) através de seu site: www.dislexia.org.br disponibiliza ferramentas, apoio e recursos que os pais podem usar para lidar com o problema. Além de tudo isso, os pais devem encontrar uma escola que possa atender as necessidades do seu filho disléxico. As escolas devem oferecer adaptações do sistema escolar às necessidades do aluno disléxico, para que ele possa entrar em contato com experiências e informações, para a construção de sua aprendizagem. Não há uma escola perfeita, o fundamental então é selecionar uma escola que mais se adapte às prioridades da Criança, e acompanhar sistematicamente sua aprendizagem, contando com o auxílio de uma equipe multidisciplinar. A busca por uma escola é essencial, pois no Brasil, a maioria dos modelos de escola que conhecemos, públicas e particulares, geralmente não foram feitas para disléxicos. Um bom programa educacional para crianças disléxicas precisa estabelecer objetivos específicos de progresso para o ano letivo. É necessário dedicar muita atenção para que a dislexia seja superada; sendo assim, seja paciente com um aluno ou filho disléxico, e não deixe que ele sofra de baixa auto-estima. Incentive-o a buscar novas atividades e interesses, tais como esportes ou música, e sempre o recompense quando ele progredir em seus estudos.
6- Porque em pleno 2011, os educadores e as escolas ainda têm dificuldade em identificar a dislexia numa criança?
Eu tenho um sonho: O ideal seria que toda criança fosse testada para detectar se ela sofre de dislexia. Porém, o sistema educacional brasileiro é deficiente e há uma falta de recursos na maioria das escolas do País. Apesar das salas de aula estarem lotadas e apesar da falta de recursos para pesquisas, a dislexia precisa ser combatida. Muitos casos de dislexia passam despercebidos em nossas escolas por causa da falta de conhecimento dos educadores, dos pais e pelo próprio sistema de ensino que ignora as necessidades mais básicas de alfabetização. Eu morei no exterior por mais de vinte anos, e em minhas pesquisas descobri que em outros países a questão da dislexia, e de outros distúrbios de aprendizagem, está ligada aos assuntos de SAÚDE. Aqui no Brasil, insistimos que isso tudo é do ENSINO. Muitas vezes, crianças inteligentíssimas, mas que sofrem de dislexia, aparentam ser péssimos alunos; muitas dessas crianças se envergonham de suas dificuldades acadêmicas, abandonam a escola e se isolam de amigos e familiares. Muitos pais, ainda por falta de conhecimento, se envergonham de ter um filho disléxico e evitam tratar do problema. Isso é lamentável, pois crianças disléxicas que recebem um tratamento apropriado podem não apenas superar essa dificuldade, mas até utilizá-la como benefício para se sobressair pessoal e profissionalmente.
Não é suficiente incluir uma criança disléxica em sala de aula, precisamos, antes de tudo, de professores e coordenadores capacitados em dislexia para atender com eficiência as necessidades que estas crianças apresentam. A abrangência da inclusão escolar é muito ampla. Uma educação para todos precisa valorizar a diversidade em todos os sentidos, dinamizando e enriquecendo as relações e interações, despertando nos alunos o desejo de conhecer e conviver com grupos diferentes do seu. A escola é um lugar privilegiado de encontro com o outro, onde o respeito às diferenças deve prevalecer. Fica aqui um desafio para os professores: VOCÊ, COMO EDUCADOR, É CAPAZ DE ENSINAR DE ACORDO COM A NECESSIDADE DA CRIANÇA, OU ACHA QUE A CRIANÇA DEVE APRENDER DE ACORDO COM O SEU MÉTODO DE ENSINO?
7- Qual caminho os pais devem seguir ao constatar que o filho tem dislexia?
Além do que já falamos anteriormente quero acrescentar ainda que, assim como qualquer criança, os disléxicos necessitam do apoio dos pais. Não só para a satisfação das suas necessidades imediatas e físicas, mas também para ajudar na criação de mecanismos para superar suas dificuldades.
Usar exercícios criativos que envolvam a memória, tais como recitar poemas infantis em conjunto, ler poemas, utilizar mímica, teatro, falar de imagens, utilizar a ação, os jogos de tabuleiro, e cantar músicas, podem ser muito úteis.
Estas são algumas dicas/estratégias que também poderão ser importantes:
* Incentivar a prática de exercício físico, em que se promova o atirar, capturar, chutar bolas, saltar e treinar o equilíbrio;
* Incentivar a prática de atividades lúdicas e artísticas, como dança, pintura ou outra que a criança se sinta inclinada;
* Incentivar o gosto pela leitura, usando a linguagem dos livros — as imagens, as palavras e as letras — para perceber que os livros podem ser analisados, lidos e desfrutados;
* Mostrar como segurar um livro, de que forma ele abre, onde começa a história, onde é o topo da página e que direção segue o texto, apreciar as imagens;
* Promover o aspecto cultural: visitar museus, assitir peças de teatro ou musicais, conhecer outras cidades, etc
* Ajudar a criança disléxica a aprender a seguir instruções, por exemplo, "por favor pegue no lápis e coloque-o na caixa", e fazer gradativamente sequências mais longas, por exemplo, "ir à prateleira, encontrar a caixa vermelha, trazê-la para mim".
Incentive sempre a criança disléxica a repetir a instrução antes de realizar a tarefa desejada.
8- Existe alguma metodologia de ensino específica para crianças disléxicas?
O professor, quando preocupado com o desempenho e o progresso de um aluno, deve consultar os pais e a própria escola a fim de obter maiores informações sobre a vida escolar do aluno. Se a preocupação e os sinais persistirem, o professor deve sugerir, juntamente com o psicólogo da escola, um acompanhamento clínico especializado. Desta forma, tornará sua ajuda muito valiosa, já que não é o professor que fará as terapias e tratamento necessários, mas tem o dever de identificar e posteriormente dedicar-se de maneira especial ao aluno disléxico em sala de aula, resgatando também, sua autoconfiança.
O professor de um aluno disléxico deve rever suas estratégias metodológicas e descobrir habilidades nestes alunos, para que eles possam descobrir-se, conhecer-se e possivelmente destacar-se em outras áreas, pois se os disléxicos fracassarem no período escolar, significa que não fracassaram sozinhos: a escola, desde o gestor até o professor, também fracassou.
Não há um só tratamento, ou intervenção escolar, que seja adequado a todas as pessoas. Contudo, a maioria dos tratamentos e intervenções enfatiza a assimilação de fonemas, o desenvolvimento do vocabulário, a melhoria da compreensão e fluência na leitura. Esses tratamentos e intervenções ajudam o disléxico a reconhecer sons, sílabas, palavras e, por fim, frases. É aconselhável que a criança disléxica leia em voz alta com um adulto para que ele possa corrigi-la. É importante saber que ajudar disléxicos a melhorar sua leitura é muito trabalhoso e exige muita atenção e repetição. Mas um bom tratamento e intervenção adequados, certamente rendem bons resultados. Alguns estudos sugerem que quando administrados ainda cedo na vida escolar de uma criança, podem amenizar e até mesmo corrigir as falhas nas conexões cerebrais.
9- O que fazer para facilitar a vida de uma criança disléxica?
Crianças precisam de amor… Uma criança disléxica precisa de muito amor e da conscientização, pelos pais e professores de três regras básicas: Nunca julgue; Nunca critique e Nunca condene!
Se os pais e professores sabem que a dislexia persiste, apesar da boa escolaridade. É necessário que estejam cientes de que um alto número de crianças sofre de dislexia. Se você julgar, certamente confundirá dislexia com preguiça ou má disciplina. E, se critica, certamente verá que as crianças disléxicas expressam sua frustração por meio de mal-comportamento, dentro e fora da sala de aula. Portanto, pais e educadores devem saber identificar, sem condenar, os sinais que indicam que uma criança é disléxica – e não preguiçosa, pouco inteligente ou mal-comportada.
10- Para finalizar deixe-nos as suas considerações finais sobre o tema ‘Dislexia’ que julgar importante ser esclarecido.
Nunca é tarde demais para ensinar disléxicos a ler e a processar informações com mais eficiência. Entretanto, diferente da fala – que qualquer criança acaba adquirindo – a leitura precisa ser ensinada. Utilizando métodos adequados de tratamento e com muita atenção e carinho, a dislexia pode ser derrotada. Crianças disléxicas que receberam tratamento desde cedo apresentam uma menor dificuldade ao aprender a ler. Isso evita com que a criança se atrase na escola ou passe a detestar estudar.
O primeiro sinal de possível dislexia pode ser detectado quando a criança, apesar de estudar numa boa escola, tem grande dificuldade em assimilar o que é ensinado pelo professor. Crianças cujo desenvolvimento educacional é retardatário podem ser bastante inteligentes, mas sofrer de dislexia. O melhor procedimento a ser adotado é permitir que profissionais qualificados examinem a criança para averiguar se ela é disléxica. A dislexia não é o único distúrbio que inibe o aprendizado, mas é o mais comum.
São muitos os sinais que identificam a dislexia. Crianças disléxicas tendem a confundir letras com grande freqüência. Entretanto, esse indicativo não é totalmente confiável, pois muitas crianças, inclusive não-disléxicas, freqüentemente confundem as letras do alfabeto e as escrevem de lado ou ao contrário. No Jardim de Infância, crianças disléxicas demonstram dificuldade ao tentar rimar palavras e reconhecer letras e fonemas. Na primeira série, elas não conseguem ler palavras curtas e simples, têm dificuldade em identificar fonemas e reclamam que ler é muito difícil. Da segunda à quinta série, crianças disléxicas têm dificuldade em soletrar, ler em voz alta e memorizar palavras; elas também freqüentemente confundem palavras. Esses são apenas alguns dos muitos sinais que identificam que uma criança sofre de dislexia.
Um último esclarecimento: A dislexia é tão comum em meninos quanto em meninas.
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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Entendendo a Dislexia com o filme: Somos todos diferentes: Como Estrelas na Terra



O trecho acima faz parte do filme Somos todos diferentes: Como Estrelas na Terra, do cineastra indiano Aamir Khan.  Relata a história de um garoto indiano, Ishaan Awasthi, de 9 anos, que já havia repetido o ano escolar por duas vezes consecutivas.

Ishaan apresenta muita dificuldade de aprendizagem e não consegue acompanhar a turma. Por isso, é taxado de burro, preguiçoso, indisciplinado e outros adjetivos impublicáveis. O próprio pai também o julga assim, tanto é que após várias queixas resolve mandar o menino para um internato. Ishaan ficou muito triste com a decisão e o sofrimento aumentava cada vez mais por conta dos pré-julgamentos de seus professores e colegas de turma.

Longe da família, acaba isolando-se ainda mais e perdendo totalmente a vontade de aprender e viver, refugiando-se em um mundo de muita tristeza, dor e falta de vontade de viver.

Quando um novo professor de artes chega para substituir outro, logo percebe que Ishaan passava pelos menos apuros que, um dia, ele próprio já vivenciou. Começa a ajudá-lo a superar os obstáculos e aos poucos o menino foi aprendendo a amar a vida, as letras, a recuperar a dignidade bem como a alegria e vontade de viver.

O filme emociona. Retrata o preconceito, a marginalização de uma sociedade que exige beleza e perfeição intelectual em cima de um "modelo" pré-estabelecido. Quem foge desse "modelo" e não se enquadra no perfil, é "lido" pelos integrantes do "modelo" com os adjetivos descritos acima. Faz-nos refletir sobre nossos atos para que não deixemos que nosso preconceito apague a estrela de uma criança especial.......de qualquer criança que seja................... e nem a rotule de qualquer nome ....................por mais "pomposo" que seja.............................

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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Explicando o TDAH pela música. Legião Urbana

Você já deve ter ouvido falar em Transtorno do Déficit de Atenção?  TDAH/DDA? 
A música Quase Sem Querer, do Legião Urbana, foi usada pelo projetosinapse para explicar o TDAH sob o ponto de vista da corrente que acredita na existência do transtorno.
O canal do projetosinapse no YOUTUBE fez um clipe com essa música e ficou bem interessante. 
clique aqui para assistir  e divirta-se!!

A INFORMAÇÃO É O MELHOR REMÉDIO
QUASE SEM QUERER


Tenho andado distraído, Impaciente e indeciso E Ainda estou confuso, Só que agora é diferente: Sou tão tranqüilo e tão contente.
Quantas chances desperdicei, Quando o que eu mais queria ERA provar pra todo o mundo Que eu não precisava Provar nada pra ninguém.
Me fiz em mil pedaços Pra você juntar E queria sempre achar Explicação pro que eu sentia. Como um anjo caído Fiz questão de esquecer Que mentir pra si mesmo É sempre a pior mentira, Mas não sou mais Tão criança a ponto de saber tudo.
Já não me preocupo se eu não sei por que.
Às vezes, o que eu vejo, quase ninguém vê E eu sei que você sabe, quase sem querer Que eu vejo o mesmo que você. Tão correto e tão bonito; O infinito é realmente Um dos deuses mais lindos! Sei que, às vezes, uso Palavras repetidas,
Mas quais são as palavras Que nunca são ditas? Me disseram que você Estava chorando E foi então que eu percebi Como lhe quero tanto.
Já não me preocupo se eu não sei por que. Às vezes, o que eu vejo, quase ninguém vê E eu sei que você sabe, quase sem querer
Que eu quero o mesmo que você